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Preparar os servidores para uma possível greve

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  No Brasil, a burguesia sempre joga com duas alternativas eleitorais, uma na direita e outra na esquerda. Para as próximas eleições, a burguesia tenta controlar tanto a candidatura de Flávio Bolsonaro (extrema direita), quanto a de Lula (à esquerda). Neste último, o controle ocorre através de alianças com a frente ampla (leia-se Centrão ). Portanto, atuar somente para a vitória eleitoral de Lula, como se isso fosse garantia de maiores salários para os trabalhadores, aumento dos seus direitos e melhoria dos empregos, é uma falácia. Assim como aconteceu no atual mandato de Lula, a frente ampla continuará encurralando o governo, a fim de manter uma política de juros altos, salários baixos e nenhum projeto de desenvolvimento do país, tudo amparado na austeridade do arcabouço fiscal. Para que conquistemos reposição salarial e sejamos capazes de avançar em nossas pautas, teremos que fazer outra greve, qualquer que seja o próximo governo. E, não podemos nos enganar, greve é, em vários se...

O SINASEFE frente às eleições: uma reflexão

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                                                               Estamos em período eleitoral e ainda carregamos conosco sequelas da triste experiência recente de um governo de extrema-direita (2019-2022). Diante de tal cenário, vários setores do SINASEFE colocam como prioridade de luta neste momento a derrota da extrema-direita nas urnas e que, portanto, nosso sindicato deveria defender o voto em Lula já no primeiro turno.  Porém, é importante lembrar que uma derrota eleitoral da extrema-direita não implica necessariamente a eleição de um governo favorável à classe trabalhadora. Por exemplo, levar um soco na boca é pior do que levar uma palmada na mão e, nem por isso, um castigo físico “leve” é algo bom. É preciso, também, refletir sobre as consequências de um sindicato apoiar Lula no primeiro turno, seja por aproximação ideo...

A postura de um sindicato de classe nestas eleições: uma perspectiva de independência

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Toda eleição, repetimos o mesmo roteiro: inicia-se, no SINASEFE, o debate de como se comportar na iminência das eleições. Neste ano, na Seção São Paulo, vimos coletivos governistas disputando para ver quem seria o primeiro deles a declarar que o sindicato deveria apoiar a candidatura do Lula ao quarto mandato. Consideramos essa postura um erro básico (e grave) na condução do sindicato, ainda mais no caso do SINASEFE, que é um sindicato de servidores federais cuja contraparte é, justamente… o Governo Federal! Vamos, então, refletir sobre o fato de essa atitude ser um erro, para enfim propor um rumo de independência para o SINASEFE. Sobre o mérito O Governo Lula-Alckmin já mostrou sua orientação em alto e bom som. Promessas da campanha de 2022, como a da reestatização da Eletrobrás e da revogação da reforma (anti)trabalhista de Michel Temer, para citar apenas 2 exemplos, simplesmente não foram cumpridas. O famoso e prometido ajuste so...

O declínio do SINASEFE-SP: o bom, o mal, o feio

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  No dia 28 de maio, em uma assembleia de quase 8 (oito!) horas, ficou visível, de maneira plástica e cansativa, o declínio do nosso sindicato, o SINASEFE-SP.  Na incapacidade de gerenciar o sindicato, a coordenação funcional, rachada entre dois coletivos (o grupo agregado ao redor do coletivo Pão & Rosas e o coletivo Retomada da Luta Pela Base - associado ao SPL), convocou a base para conseguir, em assembleia, encontrar um rumo que permita a continuidade dos trabalhos em nossa seção. Na segunda parte do interminável encontro, a legitimidade e regularidade da eleição de Adelino, um dos coordenadores gerais, foi questionada e, no final, foi decidido que a comissão de ética nacional deve avaliar a regularidade de todos os 16  coordenadores da funcional. Ou seja, foi invocada uma forma de inspeção da coordenação funcional paulista pelo sindicato nacional. Para além dos casos pessoais, gostaríamos de deixar nítido: é prática comum e transversal que os militantes sindicais...

Qual é a principal tarefa do SINASEFE neste ano?

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Qual é a principal tarefa do SINASEFE neste ano? Muitos no SINASEFE afirmam que a principal tarefa, em 2026, seria reeleger Lula para presidente. Neste texto, mostraremos que essa análise é um equívoco. Com isso, não queremos dizer que um governo de esquerda moderada não seria preferível a um governo de extrema-direita. Porém, devemos considerar os seguintes pontos: 1. Não há apenas um candidato de esquerda concorrendo ao pleito. Este ponto é muito importante: o pertencimento ao sindicato não se dá sob uma base ideológica (liberal, social-democrata, comunista, socialista, etc.) nem, ainda menos, por um projeto político-partidário compartilhado. As pessoas estão no sindicato para defender os seus interesses (de classe): pretender que quem está junto para lutar por melhorias trabalhistas da categoria se una em torno de um projeto político-partidário está errado politicamente e configura um desvio de função do sindicato. 2. É esperado que muitos e muitas entre a categoria votem num...

Sindicato “de luta” e governo “em disputa”: como os erros de análise e tática enfraquecem a luta da classe trabalhadora

  Sindicato “de luta” e governo “em disputa”:  como os erros de análise e tática enfraquecem a luta da classe trabalhadora   Para agir bem, é útil raciocinar bem. Se assim é, acreditamos que é preciso uma análise cuidadosa de duas expressões muito faladas e ouvidas no SINASEFE (SP e nacional) e que se mostram interligadas. A primeira é a reivindicação — até com orgulho — de que o “nosso sindicato é de luta”; a segunda é que “o governo Lula está em disputa”. A primeira expressão parece até óbvia, afinal, o que um sindicato deveria fazer senão lutar? Olhando com cuidado, na verdade, se percebe — até porque vários companheiros falaram abertamente isso! — que “sindicato de luta” serve para substituir outra expressão: “sindicato com independência (de classe)”.  E por que a independência sindical cria tanto medo? Porque um sindicato independente é o sindicato mais forte e mais eficaz para mobilizar e defender tanto a categoria quanto, no geral, as classes oprimidas, mas so...

🚨✊ Todo o apoio aos estudantes do IFSP em luta!

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No dia 20 de maio, os estudantes dos IFSP entrarão em paralisação e manifestarão na ALESP contra o ato truculento da polícia federal que a mando do governador Tarcísio e com a conivência da cúpula da USP, desceu o cacete (e as bombas lacrimogêneas) contra os próprios estudantes que estavam ocupando a reitoria. 💣😡 O protesto também é chamado para reivindicar melhores condições de permanência no IFSP: melhor acesso aos bandejões, aumento do valor do PAP, entre outros. 🍽️📚 O coletivo Vozes da Base apoia totalmente a ação e as reivindicações dos estudantes e sugerimos que, tanto a direção sindical, quanto os militantes e as coordenações de base façam o possível para se solidarizar com eles. 🤝🔥 #VozesDaBase #IFSP #LutaEstudantil #EducaçãoPública #Greve

FALSAS ANÁLISES

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Neste início de ano, o SINASEFE discutiu a possibilidade de deflagrar outra greve para que o governo cumprisse os acordos da última. O assunto foi debatido em plenárias nacionais do SINASEFE e também em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da Seção São Paulo. Foi comum ouvir de determinados grupos políticos a análise de momento inoportuno para se fazer uma greve, pois as condições não estavam dadas. Porém, em nenhum momento, era explicado quais seriam as condições, ou o que deveríamos observar para decidir se era ou não o momento de se fazer uma greve. A verdade é que esses grupos estão ligados a partidos, assim afirmam que o mais importante para os trabalhadores no momento é reeleger o governo e que uma greve poderia atrapalhar esse objetivo. No texto A luta dos trabalhadores num ano eleitoral , já alertamos para o erro de se considerar a eleição mais importante que a luta direta dos trabalhadores. Mas esse posicionamento torna-se ainda mais grave quando não é assumido pelos seus def...

IFSP com 5 reitorias: boa novidade ou péssima mossa?

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 O IFSP está ficando cada vez maior com a implantação dos novos campi, de modo que a ideia de descentralizar o “comando”, criando mais reitorias, parece sensata e até necessária. Contudo, precisamos avaliar na situação real e concreta o que isso vai significar. 1. Em primeiro lugar, as modalidades: o projeto de criação de 4 novas reitorias foi anunciado num palanque eleitoral do Lula, junto ao Silmario, sem que nenhuma - nenhuma! - discussão tivesse acontecido antes no IFSP. Todo mundo foi pego de surpresa! Isso contraria profundamente o espírito democratico que deveria permear o Instituto Federal e joga uma sombra obscura sobre o gerenciamento antidemocrático das futuras reitorias. 2. Se esse foi o primeiro passo, estamos com medo de ver os próximos: para cumprir com o espírito de gestão democrática, os novos reitores deveriam, desde a primeira vez, serem eleitos. O que tudo deixa transparecer, será o exato contrário: reitores nomeados baseados na fidelidade ao Silmario e ao gover...

Reflexões sobre o papel do Brasil diante dos recentes ataques imperialistas

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É sabido por qualquer pessoa que acompanha os noticiários nos últimos meses que, além dos constantes ataques à Palestina, os Estados Unidos  iniciaram mais recentemente uma ofensiva direta à América Latina, tendo como principais alvos Venezuela e Cuba e, faz poucos dias, começaram a guerra aberta ao Irã. Venezuela No caso da Venezuela, o ano de 2026 se iniciou com o absurdo sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, orquestrado por Trump, numa clara violação de todas as regras do Direito Internacional. O ataque criminoso foi um sucesso (pelo menos, parcial) do imperialismo: não apenas porque conseguiram raptar o presidente, mas porque com esta ação (extremamente violenta: mais de 80 soldados venezuelanos e cubanos morreram) a administração venezuelana passou a ser refém dos EUA. Em menos de um mês, o petróleo venezuelano foi entregue de volta ao imperialismo (Reforma da Lei dos Hidrocarbonetos, aprovada por todo o governo e todo o parlamento em 29 de janeiro ). O Trump...

A luta dos trabalhadores num ano eleitoral

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  Estamos num ano eleitoral, e as pesquisas recentes indicam que nós trabalhadores brasileiros estamos diante de duas possibilidades: A primeira é que Lula seja vencido pela Extrema-Direita. Neste caso, podemos esperar do futuro presidente uma espécie de “Milei” brasileiro, ou seja, um governo que implante uma política neoliberal agressiva conjuntamente com uma forte repressão política. A segunda possibilidade é que Lula seja reeleito. Neste caso, como ocorreu na última eleição em 2022, será na prática um governo de centro-direita que, somado ao Congresso, fará uma série de acordos com a burguesia, também avançando em pautas neoliberais, ainda que talvez de forma mais sutil e progressista. Diante de tal perspectiva, a única política correta para os trabalhadores é agir com independência de classe, avançar na sua organização em torno de pautas populares como um salário mínimo vital, a redução da jornada de trabalho, a reversão das reformas da previdência e trabalhista, a reestatizaç...

Direção governista e abandono da luta: mais uma história de paixões tristes.

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  Quinta-feira, dia 26 de março, tivemos a AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da seção do SINASEFE-SP, para, entre outras coisas, deliberar sobre a deflagração da greve. Foi uma reunião longa, com quase 4 horas de duração e debates acirrados. Pela primeira vez na nossa memória de militantes sindicais, houve um empate: metade dos votos foi favorável e a outra metade, contrária à deflagração. Na plenária em Brasília, no final de semana seguinte, a proposta de deflagrar a greve não passou e permanecemos “em mobilização”, com paralisação prevista para o dia 1° de Abril. Acreditamos que seja importante entender como chegamos a este quadro, apontar quais responsabilidades a direção sindical carrega e refletir sobre como tudo isso vai repercutir no nosso futuro como trabalhadores/as do IFSP. Desmobilização Uma das palavras mais repetidas na última AGE foi “desmobilização”. Ao se fazer o levantamento das situações locais, foi revelado que muitos campi não conseguiram fazer assembleias,...