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Mostrando postagens de outubro, 2024

Emendas parlamentares: a transformação de direitos em favor

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  Passadas as eleições para DRG e Reitoria do IFSP, é hora de refletirmos sobre uma prática que foi naturalizada na nossa instituição: o uso de emendas parlamentares para complementar o orçamento. Faz parte da História brasileira uma política de “compra de votos”, baseada numa lógica de clientelismo e de troca de favores. Hoje em dia, essa política se institucionalizou através do mecanismo da emenda parlamentar, quando um deputado ou senador destina uma parte do orçamento público para um determinado projeto e recebe em troca apoio político para as próximas eleições. Nos últimos anos, devido a uma série de cortes no orçamento do IFSP, a instituição precisa encontrar alternativas para garantir as condições mínimas para o pleno funcionamento de seus campi , e a estratégia mais utilizada pela reitoria e pelos diretores dos campi tem sido a busca por emendas parlamentares, tornando a instituição cada vez mais refém dessa lógica. Na última eleição, candidatos à reeleição, tanto de DRG qu...

CHAMADO À PARALISAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO FEDERAL EM NOVEMBRO

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  Companheiros e companheiras, Vamos diretamente e cruamente elencar alguns fatos sobre nossa atual situação enquanto trabalhadores da educação federal: 1. Em quase três meses de greve, apesar da pressão insistente, ocorreram apenas três mesas de negociação. Algumas conquistas, como a revogação da Portaria 983 e o RSC-TAE, foram prometidas somente no último encontro. Ao longo do processo, o representante do governo, Feijóo, com certa truculência, chegou a dar por encerrada a tratativa e a ameaçar as direções sindicais com corte de ponto caso a greve continuasse. O aumento ZERO para 2024 foi mantido pelo governo do começo ao fim. 2. A greve terminou oficialmente no dia 02/07, porém somente em 30/07 foi revogada a Portaria 983 (que aumentava a carga horária em sala de aula, inviabilizando o trabalho com pesquisa e extensão nos IFs), embora a revogação dependesse exclusivamente de uma “canetada” presidencial, sem a necessidade de aprovação do Congresso ou de outro órgão para entrar em...

A paralisia do SINASEFE-SP

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  Depois da greve, muito se falou a respeito de manter a mobilização conquistada pelo movimento paredista. Alguns até argumentavam que essa mobilização é que garantiria que o governo cumprisse os acordos de greve, tese que vem se mostrando verdadeira. Porém, de lá para cá, o SINASEFE-SP não tem mobilizado de fato as bases para nenhuma manifestação. A única exceção foi a organização de um ato em frente ao CONSUP, no dia 8 de agosto, em protesto ao Ofício 96 da Reitoria, exigindo que o retorno às atividades pós-greve fosse decidido coletivamente, sem imposições antissindicais ou assédio. A mobilização para esse ato, entretanto, foi mal organizada, sem realizar uma campanha de fato, o que resultou num ato esvaziado e sem impacto real. Além disso, propostas de luta aprovadas nas últimas AGEs, como a organização de uma manifestação conjunta entre o SINASEFE-SP e o DCE contra a exclusão dos estudantes do IFSP do Provão Paulista e a ampla divulgação e apoio da coordenação do SINASEFE-SP a...

Avaliação da participação do Coletivo Vozes da Base no 36° CONSINASEFE

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    36º Congresso do SINASEFE (CONSINASEFE) foi realizado presencialmente em Brasília, de 5 a 8 de setembro de 2024, com o temário “Fortalecer o SINASEFE para Enfrentar a Precarização da Educação Pública e a Política Neoliberal”. Esse foi um Congresso Eleitoral, elegendo o Conselho Fiscal, o Conselho de Ética e a 15ª Direção Nacional Colegiada do SINASEFE para o biênio 2024-2026. O evento contou com 541 delegados de 67 seções sindicais. Da Seção São Paulo, estavam presentes 26 delegados eleitos em assembleias. Nós, do Coletivo Vozes da Base, conseguimos eleger 6 delegados para participar do congresso:  Alessandro (PTB), Cristiane (ITQ), Jurandyr (ARQ), Mônica (SZN), Ruama (PTB) e Sidinei (ITQ). Nossa participação no 36° CONSINASEFE, entretanto, começou antes de nossa chegada a Brasília, quando redigimos quatro documentos que foram amplamente discutidos nas reuniões do coletivo. São eles: 1) Manifesto do Coletivo, no qual fazemos uma avaliação sobre a greve de 2024, e que ...

Todas as lutas são a mesma luta: combateras opressões por um viés classista

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  *Tese apresentada e aprovada no 36º CONSINASEFE em Brasília DF  **Acesse o caderno de teses em:  https://sinasefe.org.br/site/download/caderno-de-teses-do-36o-consinasefe-versao-final/ O combate às opressões estruturais de nossa sociedade (sexismo, racismo, LGBTfobia, capacitismo, entre outras), é de extrema importância, tanto dentro quanto fora do espaço sindical. Apesar de o sindicato ser um espaço com finalidade de luta primordialmente trabalhista, não podemos ignorar que as opressões ocorridas na luta de classes possuem recorte de gênero, raça e outras identidades que constituem concretamente cada uma das trabalhadoras e trabalhadores representados pelo sindicato. Se dentro da classe trabalhadora possuímos uma diversidade de identidades que sofrem concretamente diferentes e muitas vezes múltiplos tipos de opressão, a luta dessa classe não deve ser apenas contra as opressões vividas na exploração do trabalho, mas também contra toda forma de opressão.  No entanto...

Combate ao imperialismo e ao neoliberalismo através da mobilização permanente da classe trabalhadora

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 *Tese apresentada e aprovada no 36º CONSINASEFE em Brasília DF  **Acesse o caderno de teses em:  https://sinasefe.org.br/site/download/caderno-de-teses-do-36o-consinasefe-versao-final/ Neste momento histórico, observamos uma crise do imperialismo, em especial da hegemonia estadunidense. Dentre os elementos que marcam um momento de recuo da dominação imperialista, destacamos: no campo militar, as consecutivas derrotas dos Estados Unidos, como a retirada de suas tropas do Iraque e do Afeganistão e, muito provavelmente, a derrota na Ucrânia; no campo político, os golpes nacionalistas contra o domínio francês na África; no campo econômico, o início de transações comerciais sem o uso do dólar.  No entanto, os países imperialistas não aceitarão sua decadência sem luta, e guerras brutais devem ser esperadas. Para tal, os Estados Unidos, que historicamente sempre enxergaram a América Latina como seu “quintal”, tentarão colocar sua casa em ordem por meio de uma intensificaçã...

Qual é a postura de um sindicato de classe frente ao governo?

  Há anos temos observado a expressão “análise de conjuntura” sendo utilizada como desculpa “teórica” para uma “prática” de imobilismo e resignação, para um fazer político apequenado e mesquinho, atrelado a pequenas táticas. Na história dos movimentos dos oprimidos, entretanto, a análise de conjuntura deve ser uma ferramenta para travar lutas contundentes e decisivas. Precisamos urgentemente recuperar o sentido combativo dessa expressão, alinhada a uma perspectiva de práxis. E por falar em análise de conjuntura... vamos lá!   O Governo Lula-Alckmin-Haddad Nossos algozes não têm sentimentos; são “exterminadores do futuro” programados para uma única tarefa: nos explorar. Nós, ao contrário, amamos, nos entristecemos, nos apegamos, sentimos saudade e sentimos na nossa pele a dor da violência praticada contra o outro... enfim, somos seres humanos! Portanto, quando pensamos em todas as campanhas eleitorais, em todo o tempo e a esperança que dedicamos para eleger Lula na eleição pass...