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Mostrando postagens de março, 2026

Reflexões sobre o papel do Brasil diante dos recentes ataques imperialistas

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É sabido por qualquer pessoa que acompanha os noticiários nos últimos meses que, além dos constantes ataques à Palestina, os Estados Unidos  iniciaram mais recentemente uma ofensiva direta à América Latina, tendo como principais alvos Venezuela e Cuba e, faz poucos dias, começaram a guerra aberta ao Irã. Venezuela No caso da Venezuela, o ano de 2026 se iniciou com o absurdo sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, orquestrado por Trump, numa clara violação de todas as regras do Direito Internacional. O ataque criminoso foi um sucesso (pelo menos, parcial) do imperialismo: não apenas porque conseguiram raptar o presidente, mas porque com esta ação (extremamente violenta: mais de 80 soldados venezuelanos e cubanos morreram) a administração venezuelana passou a ser refém dos EUA. Em menos de um mês, o petróleo venezuelano foi entregue de volta ao imperialismo (Reforma da Lei dos Hidrocarbonetos, aprovada por todo o governo e todo o parlamento em 29 de janeiro ). O Trump...

A luta dos trabalhadores num ano eleitoral

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  Estamos num ano eleitoral, e as pesquisas recentes indicam que nós trabalhadores brasileiros estamos diante de duas possibilidades: A primeira é que Lula seja vencido pela Extrema-Direita. Neste caso, podemos esperar do futuro presidente uma espécie de “Milei” brasileiro, ou seja, um governo que implante uma política neoliberal agressiva conjuntamente com uma forte repressão política. A segunda possibilidade é que Lula seja reeleito. Neste caso, como ocorreu na última eleição em 2022, será na prática um governo de centro-direita que, somado ao Congresso, fará uma série de acordos com a burguesia, também avançando em pautas neoliberais, ainda que talvez de forma mais sutil e progressista. Diante de tal perspectiva, a única política correta para os trabalhadores é agir com independência de classe, avançar na sua organização em torno de pautas populares como um salário mínimo vital, a redução da jornada de trabalho, a reversão das reformas da previdência e trabalhista, a reestatizaç...

Direção governista e abandono da luta: mais uma história de paixões tristes.

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  Quinta-feira, dia 26 de março, tivemos a AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da seção do SINASEFE-SP, para, entre outras coisas, deliberar sobre a deflagração da greve. Foi uma reunião longa, com quase 4 horas de duração e debates acirrados. Pela primeira vez na nossa memória de militantes sindicais, houve um empate: metade dos votos foi favorável e a outra metade, contrária à deflagração. Na plenária em Brasília, no final de semana seguinte, a proposta de deflagrar a greve não passou e permanecemos “em mobilização”, com paralisação prevista para o dia 1° de Abril. Acreditamos que seja importante entender como chegamos a este quadro, apontar quais responsabilidades a direção sindical carrega e refletir sobre como tudo isso vai repercutir no nosso futuro como trabalhadores/as do IFSP. Desmobilização Uma das palavras mais repetidas na última AGE foi “desmobilização”. Ao se fazer o levantamento das situações locais, foi revelado que muitos campi não conseguiram fazer assembleias,...