A luta dos trabalhadores num ano eleitoral
Estamos num ano eleitoral, e as pesquisas recentes indicam que nós trabalhadores brasileiros estamos diante de duas possibilidades:
A primeira é que Lula seja vencido pela Extrema-Direita. Neste caso, podemos esperar do futuro presidente uma espécie de “Milei” brasileiro, ou seja, um governo que implante uma política neoliberal agressiva conjuntamente com uma forte repressão política.
A segunda possibilidade é que Lula seja reeleito. Neste caso, como ocorreu na última eleição em 2022, será na prática um governo de centro-direita que, somado ao Congresso, fará uma série de acordos com a burguesia, também avançando em pautas neoliberais, ainda que talvez de forma mais sutil e progressista.
Diante de tal perspectiva, a única política correta para os trabalhadores é agir com independência de classe, avançar na sua organização em torno de pautas populares como um salário mínimo vital, a redução da jornada de trabalho, a reversão das reformas da previdência e trabalhista, a reestatização das empresas privatizadas, o fim das privatizações e concessões, etc. Precisamos defender essa pauta independente de qual seja o governo eleito.
Em nossa categoria, isso passa por exigir este ano a cobrança do cumprimento dos acordos de greve e a construção de uma pauta de reivindicações para o próximo ano. Acima de tudo, passa por denunciar o Arcabouço Fiscal e exigir que ele seja revogado imediatamente. Somente assim será possível reivindicarmos qualquer Direito material para a classe trabalhadora brasileira.
Não podemos aceitar a chantagem dos sindicalistas governistas, que exigem que fiquemos paralisados para não prejudicar a candidatura de Lula, como se, ao cobrarmos do Governo Lula nossos direitos, fôssemos responsáveis por enfraquecer a Esquerda e pela consequente vitória da Extrema-Direita. Cabe a nós perguntarmos: afinal, de que adianta a vitória de um suposto governo de Esquerda se ele não permite que a luta dos trabalhadores avance?
É preciso não apenas continuar a luta em 2026, como também intensificá-la. Somente com forte mobilização e pressão política conseguimos e conseguiremos conquistar nossos direitos!
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