Preparar os servidores para uma possível greve




 No Brasil, a burguesia sempre joga com duas alternativas eleitorais, uma na direita e outra na esquerda. Para as próximas eleições, a burguesia tenta controlar tanto a candidatura de Flávio Bolsonaro (extrema direita), quanto a de Lula (à esquerda). Neste último, o controle ocorre através de alianças com a frente ampla (leia-se Centrão).


Portanto, atuar somente para a vitória eleitoral de Lula, como se isso fosse garantia de maiores salários para os trabalhadores, aumento dos seus direitos e melhoria dos empregos, é uma falácia. Assim como aconteceu no atual mandato de Lula, a frente ampla continuará encurralando o governo, a fim de manter uma política de juros altos, salários baixos e nenhum projeto de desenvolvimento do país, tudo amparado na austeridade do arcabouço fiscal.


Para que conquistemos reposição salarial e sejamos capazes de avançar em nossas pautas, teremos que fazer outra greve, qualquer que seja o próximo governo. E, não podemos nos enganar, greve é, em vários sentidos, como uma guerra.


Sempre que um Estado avista uma possível guerra, o primeiro passo é mobilizar suas forças armadas. Mobilizar não é iniciar a guerra, mas prepará-la. Convocar soldados, organizá-los, equipá-los e deixá-los de prontidão para um iminente conflito.


É isso que o SINASEFE deveria estar fazendo: organizando os servidores, debatendo uma campanha salarial e uma pauta unificada, ao invés de propor apoio eleitoral a uma candidatura que, mesmo se eleita, pouco poderá avançar.





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