A paralisia do SINASEFE-SP

 Depois da greve, muito se falou a respeito de manter a mobilização conquistada pelo movimento paredista. Alguns até argumentavam que essa mobilização é que garantiria que o governo cumprisse os acordos de greve, tese que vem se mostrando verdadeira.


Porém, de lá para cá, o SINASEFE-SP não tem mobilizado de fato as bases para nenhuma manifestação. A única exceção foi a organização de um ato em frente ao CONSUP, no dia 8 de agosto, em protesto ao Ofício 96 da Reitoria, exigindo que o retorno às atividades pós-greve fosse decidido coletivamente, sem imposições antissindicais ou assédio. A mobilização para esse ato, entretanto, foi mal organizada, sem realizar uma campanha de fato, o que resultou num ato esvaziado e sem impacto real.


Além disso, propostas de luta aprovadas nas últimas AGEs, como a organização de uma manifestação conjunta entre o SINASEFE-SP e o DCE contra a exclusão dos estudantes do IFSP do Provão Paulista e a ampla divulgação e apoio da coordenação do SINASEFE-SP a atos contra o genocídio na Palestina, até agora não foram colocadas em prática pela Funcional. O que vimos foi a presença individual e independente de alguns sindicalizados em algumas manifestações.


A verdade é que a Coordenação Funcional do SINASEFE-SP se burocratizou tanto que nem sabe mais organizar a base. A atuação do sindicato não pode se resumir a reuniões em salas fechadas, assembleias e ações na Internet, mas deve construir e fomentar continuamente ações concretas de luta.

 

Assim, devemos aproveitar a paralisação prevista para os dias 15 e 16 de outubro - proposta pela Direção Nacional do SINASEFE - e de outras oportunidades que virão, para voltarmos à ação (com panfletagens, manifestações, atos de rua, etc.). Precisamos construir tais atos não de maneira extemporânea, mas com ampla divulgação, visando uma campanha que mobilize de fato as bases. 


Precisamos fortalecer nossa capacidade de auto-organização para pressionar o governo e, se for preciso, até os nossos coordenadores regionais e nacionais. Somente assim, colocando nossa categoria em movimento, teremos os nossos acordos de greve cumpridos e recuperaremos o verdadeiro sentido da luta sindical.



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