Barramos ação golpista do Proifes em Pirassununga!
No dia 31 de outubro de 2025, servidoras e servidores da educação federal protagonizaram mais um capítulo decisivo na defesa da organização sindical classista. A tentativa do PROIFES – Federação sindical de perfil cartorial e governista de invadir a base do SINASEFE, por meio da criação de um sindicato artificial para representar docentes civis vinculados ao Ministério da Defesa, foi frustrada pela mobilização consciente e organizada da categoria.
Atendendo a um edital de convocação publicado no Diário Oficial da União em 12 de setembro de 2025, que convocava docentes civis do Magistério Superior e da EBTT lotadas(os) em instituições de ensino administradas pelo Ministério da Defesa, articulou-se uma assembleia “às escondidas” na cidade de Pirassununga (SP), onde está localizada a Academia da Força Aérea. O objetivo era fundar o chamado Sindiprofa, um sindicato intermunicipal de abrangência nacional, que, caso fosse criado, poderia inviabilizar a permanência de servidoras(es) civis da educação federal do MD no SINASEFE — entidade que representa e luta por essa base há mais de duas décadas.
Diante dessa grave ameaça, a Direção Nacional do SINASEFE, filiadas(os) do SINASEFE-SP, companheiras(os) do ANDES-SN e diversas seções sindicais de todo o país se mobilizaram para estar presentes no local da assembleia. O Coletivo Vozes da Base esteve desde o início integrado a essa articulação, contribuindo ativamente para a mobilização, denúncia e enfrentamento político dessa manobra antidemocrática.
A convocação do PROIFES foi marcada por total ausência de diálogo com as servidoras e servidores das instituições citadas nominalmente no edital. Em nenhum momento fomos consultados sobre qualquer suposto interesse em participar dessa empreitada. Tomamos conhecimento da assembleia apenas porque a lei obrigou sua publicação em veículo de grande circulação — fato que, por si só, já coloca sob suspeita a honestidade dos responsáveis.
No dia marcado, dezenas de docentes civis do MD, vindos de várias regiões do Brasil, compareceram ao salão Viva Festas, em Pirassununga.As seções do SINASEFE de diferentes estados, permaneceram do lado de fora, sob sol forte, sem acesso a água ou sanitários, inclusive com a presença de pessoas idosas e PCDs. Mesmo diante de pedidos humanitários básicos, a entrada foi negada de forma arbitrária.
Apesar da postura pacífica do grupo, os organizadores chegaram ao absurdo de acionar a polícia contra professoras e professores que apenas reivindicavam o direito de participar de uma assembleia para a qual haviam sido oficialmente convocados. Após diálogo e esclarecimentos, a própria polícia reconheceu a legitimidade da presença da categoria e se retirou.
Diante da impossibilidade de acesso e do anúncio do cancelamento da assembleia pelos seus convocadores, realizamos uma assembleia legítima em frente ao local, com apoio jurídico do SINASEFE-SP. A resposta à tentativa de golpe sindical não poderia ser a passividade, mas sim a organização e a ação direta da base.
Para que não restassem dúvidas, todo o processo foi rigorosamente documentado: contamos com assessoria jurídica, escrivã de cartório de Pirassununga, que lavrou ata com fé pública, e registro audiovisual profissional, garantindo total transparência e prova dos fatos. Diferentemente dos métodos obscuros do PROIFES, nossa atuação foi aberta, democrática e respaldada.
Fomos subestimados — e respondemos à altura. As(os) servidoras(es) da Educação Básica, Profissional e Tecnológica lotadas(os) no Ministério da Defesa mostraram, em uníssono, que quem os representa é o SINASEFE: um sindicato classista, combativo e comprometido com as pautas históricas da categoria. A Coordenação de Políticas para as Instituições de Ensino ligadas ao MD agradeceu publicamente a todas e todos que contribuíram para essa vitória coletiva.
O Coletivo Vozes da Base reafirma que o fortalecimento da representação sindical nos locais de trabalho vinculados ao Ministério da Defesa é estratégico e inegociável. Somente com a presença ativa do SINASEFE em todos os espaços será possível impedir novas tentativas de cooptação, garantir direitos e avançar nas lutas da educação federal.
Encerramos reafirmando: foi a mobilização da base que derrotou mais uma tentativa de sindicato cartorial. Nós do Coletivo Vozes da Base seguimos defendendo uma organização sindical democrática, combativa e enraizada na categoria.
Por fim, defendemos veementemente que estas escolas vinculadas ao Ministério da defesa sejam de responsabilidade do Ministério da Educação, educação e milicos não combinam!
Juntos somos fortes. E só a luta muda a vida.


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