Lutamos agora ou não haverá mais nada pelo que lutar!

 Nosso sindicato está num momento de grande torpor. Poderia ser o indício de que está tudo bem, afinal conquistamos o reajuste e foi revogado o contingenciamento das verbas para a educação federal. Na verdade, o quadro é exatamente o oposto: a educação federal está sob um duríssimo ataque, ainda pior do que os promovidos na era Temer-Bolsonaro!

Diante do contingenciamento orçamentário, que só foi retirado devido à mobilização estudantil, o SINASEFE permaneceu imóvel, restringindo-se a um comunicado circunstancial e sem nenhum passo concreto para apoiar o movimento dos estudantes. Cabe lembrar que nosso orçamento – mesmo sem cortes! – está estagnado e muito aquém das necessidades básicas. Restaurantes universitários, limpeza, assistência às alunas e aos alunos PCDs estão sendo mantidos (quando conseguimos) através de emendas parlamentares. O próprio ministro da Educação Camilo Santana já disse que IFs e UFs devem procurar “outras formas de financiamento” - talvez mendigar dinheiro com seu amigo Paulo Leman?

Mas, se a educação federal está muito doente, o funcionalismo federal está à beira do colapso:

  1. A mesa “permanente” MGI/PCCTAE foi encerrada unilateralmente pela querida dupla Ester Dweck/Feijoó - o RSC TAE fica cada vez mais incerto

  2. A carreira do docente EBTT foi destruída - de maneira unilateral, o governo (não o congresso!) reformulou nossa malha de carreira (os famosos steps) em valores absolutos, não mais em porcentagem em relação ao piso. Assim, enquanto o piso pode subir junto com o piso do magistério, os outros níveis ficarão parados.

  3. O STF, no final do ano passado, aboliu, de fato, o RJU (Regime Jurídico Único) como sistema de contratação de servidores federais - agora podemos ser contratados como CLT ou até como PJ!

  4. A reforma administrativa (melhor chamada de “fim do serviço público”) está caminhando rapidamente no senado numa correspondência de amorosos sentidos entre oposição bolsonarista, centrão e governo. Se Bolsonaro e Guedes não conseguiram emplacá-la, devido à resistência dos trabalhadores e da oposição, agora estamos sozinhos -  não há ninguém (ou quase) no parlamento e no governo disposto a se juntar à nossa luta.

Perante este cenário de verdadeira guerra ao funcionalismo público e à educação federal, nosso sindicato permanece tímido, soltando notas, não mobilizando, preocupado, mais uma vez, em não provocar governo (o mesmo governo que passa o trator em cima da gente!). Quem esperou que esse governo fosse amigo da educação e dos trabalhadores, infelizmente, se enganou.

Está na hora de voltar à luta de verdade para nos defendermos: se não travamos a luta agora (uma luta verdadeira, sem medo de fazer greve e de chamar o governo por aquilo que é (um governo neoliberal ao dispor do capital), não haverá mais serviço público a ser defendido! A paralisação do dia 26 de junho deve ser o primeiro passo nesta direção.





À LUTA!





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